A cidade de Senhor do Bonfim, no Piemonte Norte do Itapicuru, abriu nesta terça-feira (18) o I Seminário de Saúde da População Negra, uma iniciativa da Prefeitura Municipal, por meio da Secretaria de Saúde, em parceria com a Associação do Quilombo Urbano Alto da Maravilha.
O encontro acontece na Unidade de Saúde da Família Quilombola (USFQ) do Alto da Maravilha e segue até esta quarta-feira (19), com foco no combate ao racismo institucional e valorização da cultura quilombola no Sistema Único de Saúde (SUS).
Com a presença de profissionais da Atenção Primária, médicos, enfermeiros, agentes comunitários de saúde e moradores do território, o seminário oferece formação, diálogo e troca de experiências sobre saúde, racismo estrutural e políticas públicas voltadas para a população negra e quilombola.
Programação valoriza ancestralidade e saberes do território
A programação do evento inclui rodas de conversa, apresentações de dados epidemiológicos locais, histórico da população negra e quilombola, além de debates sobre o racismo institucional na saúde e a construção de um SUS mais inclusivo e antirracista.
As atividades serão encerradas com um almoço tradicional quilombola, celebrando os sabores e saberes do território.
Segundo o médico Artur Alves, a iniciativa nasceu do trabalho conjunto com a comunidade:
“Senhor do Bonfim tem 76% da população negra e é o município com maior número de quilombos do Brasil. Hoje estamos com médicos e enfermeiros de várias unidades, e amanhã com os agentes comunitários, debatendo como qualificar ainda mais a saúde da população negra e construir um SUS sem racismo.”
Feira Quilombola de Saúde encerra programação com cultura e serviços
Durante o seminário, a enfermeira e coordenadora da USFQ, Maísa dos Santos, também convidou a população para a Feira Quilombola de Saúde, que acontece nesta quarta-feira (19), a partir das 16h30, na própria unidade.
“Teremos testes rápidos, aferição de pressão, massagem, atividades culturais, casamento simbólico e show com Ivete Lima. Venham participar com a gente”, reforçou.
A Feira representa o encerramento simbólico do seminário, reunindo serviços de saúde com cultura e acolhimento, no coração de um dos principais territórios urbanos de identidade quilombola da região.