O Ministério Público da Bahia (MPBA) deflagrou, nesta sexta-feira (12), a “Operação Xeque Mater”, com foco no desmantelamento de uma organização criminosa acusada de fraudar licitações, desviar recursos públicos e lavar dinheiro. A ação atingiu cinco municípios baianos, entre eles Senhor do Bonfim, no Piemonte Norte do Itapicuru.
Foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão em endereços localizados nos municípios de Madre de Deus, São Francisco do Conde, Salvador e Lauro de Freitas. Entre os alvos estão agentes públicos municipais e empresas do ramo de eventos e locações, utilizadas para dar aparência de legalidade às contratações.
Conduzida pela Unidade de Assessoramento e Investigação (Unai) da Procuradoria-Geral de Justiça Adjunta para Assuntos Jurídicos e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), a operação cumpriu 16 mandados de busca e apreensão nos municípios de Madre de Deus, São Francisco do Conde, Senhor do Bonfim, Salvador e Lauro de Freitas.
Entre os alvos estão agentes públicos municipais e empresas do ramo de eventos e locações. Segundo o MPBA, essas empresas foram utilizadas para simular legalidade em contratações públicas, mascarando um esquema que movimentou mais de R$ 4,5 milhões entre 2021 e 2023.
As investigações apontam que o grupo criminoso era liderado por um agente político e utilizava mecanismos como pregões eletrônicos e credenciamentos forjados para favorecer empresas ligadas a seus familiares. O valor total direcionado a essas empresas chega a R$ 13,9 milhões até abril de 2025.
A operação contou com o apoio da Polícia Civil, por meio do Denarc, DHPP e Depom, e da Polícia Militar, através do Batalhão de Choque. Em Senhor do Bonfim, ainda não foram divulgados os nomes dos alvos, mas as autoridades informaram que todo o material apreendido será analisado para aprofundar as apurações.
O MPBA segue investigando a participação de outros agentes e a continuidade dos contratos considerados suspeitos. Caso sejam confirmadas as irregularidades, os envolvidos poderão responder por crimes como corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, fraude à licitação e organização criminosa.