Em um ano de desafios e transformações, o Centro Público de Economia Solidária (CESOL) marcou 2025 com ações que conectaram territórios, fortaleceram redes comunitárias e pressionaram o poder público por avanços legislativos.
Atuando nos 15 municípios distribuídos no Território Piemonte da Diamantina e municípios de Antônio Gonçalves, Andorinha, Filadélfia, Jaguarari, Senhor do Bonfim e Morro do Chapéu, o CESOL se firmou como elo entre produção, identidade e desenvolvimento.
Feiras, formações e orgulho regional em cena
O ano foi pontuado por eventos marcantes como a 1ª Feira de Economia Solidária de Morro do Chapéu; o Festival Nordeste de Economia Solidária e a Feira Nacional do Artesanato da Bahia (Fenaba).
Em cada um, produtos com história, rostos com trajetórias e sabores com memória ativaram o pertencimento e valorizaram a cultura local.
As formações realizadas, como as do sistema SEIVA e o curso com Gabriel Kraychete e Patrícia Carvalho, elevaram a autonomia dos empreendimentos e prepararam lideranças para atuar com mais segurança no mercado solidário. Também os cursos de cooperativismo na capital e em Senhor do Bonfim.
Conexões institucionais que inspiram confiança
A presença em câmaras temáticas, plenárias do CODETER e o CET em Movimento mostraram um CESOL atuante e estrategicamente posicionado.
O encontro com o prefeito de Senhor do Bonfim e a entrega do projeto da CEASA reforçaram a imagem de um CESOL propositivo, agregador e com pautas concretas para o futuro.
Nesse cenário, o apoio de figuras comprometidas com o desenvolvimento regional, como o deputado estadual Bobô, tem contribuído para manter o diálogo entre diferentes esferas e fortalecer o campo da economia solidária.
O gargalo invisível: legislação travada
Apesar da legislação federal e estadual estarem vigentes, 13 dos 15 municípios atendidos ainda não possuem Lei Municipal de Economia Solidária.
Jacobina e Serrolândia são exceções. Senhor do Bonfim aguarda envio da lei pelo poder executivo a câmara para a votação há um ano e, em Jaguarari, o processo está parado há três anos. Essa ausência limita recursos, enfraquece políticas e desmotiva empreendimentos.
CESOL 2026: legislar é cuidar de gente
A estratégia para o próximo ano é simples e poderosa: transformar lei em causa. Mostrar que aprovar a legislação municipal é garantir o direito de produzir, gerar renda e viver com dignidade.
A mobilização inclui audiências, campanhas e articulações com quem decide e com quem sente na pele.
O Cesol Piemonte da Diamantina e Municípios é uma ação da SETRE / Governo da Bahia e a ADESBA é a Organização Social executora do projeto, iniciado em 2021, já conta com 194 empreendimentos econômicos solidários identificados e quase dois mil beneficiários.
Área de Atuação CESOL – Piemonte da Diamantina e Municípios
O CESOL atua de forma estratégica em 21 municípios baianos, integrando diferentes territórios com foco na promoção da economia solidária e do desenvolvimento regional com identidade.
Municípios atendidos:
- Andorinha
- Antônio Gonçalves
- Caém
- Filadélfia
- Jacobina
- Jaguarari
- Miguel Calmon
- Morro do Chapéu
- Mirangaba
- Saúde
- Senhor do Bonfim
- Serrolândia
- Ourolândia
- Umburanas
- Várzea Nova
Esses compõem o Território Piemonte da Diamantina.
Além deles, o CESOL Piemonte da Diamantina também atua em municípios do entorno, fortalecendo redes nos territórios do Nordeste, Paraguaçu, Irecê, Baixo Médio São Francisco e Chapada Diamantina.
E em 2025, as conexões entre os CESOLs do estado da Bahia se tornaram ainda mais próximas e estratégicas.
Parcerias mais robustas foram construídas com o CESOL do Sertão do São Francisco, o CESOL Pia Monte Norte do Itapicuru, o CESOL Salvador e o CESOL do Jacuípe — ampliando a força da rede e o alcance das ações conjuntas.
O CESOL segue sendo mais que um programa: é uma rede de apoio, um elo entre sonho e realização, e uma prova de que desenvolvimento se faz com gente.