segundo levantamento no sistema SIGA Brasil, ferramenta oficial do Senado Federal, os nove municípios que compõem o Piemonte Norte do Itapicuru já acumularam, entre os anos de 2024 e 2025, um total de R$ 47.631.829,00 em emendas pix — uma modalidade de repasse direto da União criada em 2020 que dispensa convênios, projetos e burocracia.
Esses recursos entram direto no caixa das prefeituras e podem ser usados com liberdade para investimentos, pagamento de serviços, manutenção de estruturas ou outras despesas públicas, desde que devidamente prestados à fiscalização.
Campo Formoso lidera com folga
O município de Campo Formoso foi o maior beneficiado da região, com R$ 10,8 milhões recebidos em 2024 por meio de emenda do deputado Elmar Nascimento. Nenhum repasse adicional aparece registrado para 2025 até o momento, o que reforça o grande volume destinado no ano anterior.
Senhor do Bonfim e Pindobaçu se destacam
Senhor do Bonfim recebeu um total de R$ 5,55 milhões, sendo R$ 3,55 milhões em 2024 e R$ 2 milhões em 2025. Os autores dessas emendas incluem os deputados Diego Coronel, Daniel Almeida e Mário Negromonte Jr..
Já Pindobaçu acumulou R$ 4,59 milhões, com R$ 3,59 milhões em 2024 e mais R$ 1 milhão em 2025. Os parlamentares que enviaram recursos para o município incluem Diego Coronel, Otto Alencar, Angelo Coronel e Afonso Florence.
Caldeirão Grande e Ponto Novo também receberam valores relevantes
Caldeirão Grande aparece com R$ 2.947.500,00 em emendas pix enviadas em 2024, oriundas principalmente de Mário Negromonte Jr. e Rogéria Santos.
Já Ponto Novo, que não recebeu emenda em 2024, passou a contar com R$ 600 mil repassados diretamente em 2025.
Outros municípios
Jaguarari teve repasse registrado de R$ 608 mil em 2024, enquanto Antônio Gonçalves e Filadélfia receberam R$ 500 mil cada, também em 2024.
Por fim, Andorinha teve a menor cifra entre os nove municípios, com R$ 200 mil em emenda do deputado Jorge Solla em 2024, sem novos repasses registrados em 2025 até o momento.
Entenda o que são as emendas pix
As emendas pix, oficialmente chamadas de transferências especiais, foram instituídas pela Lei nº 14.041/2020 e têm transformado o repasse de recursos federais para estados e municípios.
Elas funcionam como um “Pix” parlamentar: o valor vai direto do Tesouro Nacional para a conta da prefeitura, sem burocracia, sem exigência de projeto técnico e com uso livre dos recursos. O objetivo é dar mais autonomia e agilidade aos gestores municipais.
Porém, com essa liberdade, também aumenta a responsabilidade política e administrativa dos prefeitos, que passam a ser os principais responsáveis pela correta aplicação dos valores.