A comunidade de Serra da Carnaíba, no município de Pindobaçu, se prepara para sediar a 1ª Feira do Babaçu e da Economia Solidária, um evento inédito que acontecerá entre os dias 5 e 7 de dezembro, na Praça do CAE. A feira promete movimentar a região com uma programação diversificada que inclui celebrações religiosas, atrações culturais, caminhadas ecológicas, seminários e rodas de diálogo sobre resistência, território e saberes populares.
A abertura oficial está marcada para o dia 6 de dezembro, às 13h30, após atividades culturais e o credenciamento dos participantes. Um dos principais momentos da programação será o seminário “Da Academia à Mão na Massa: Travessias entre Territórios, Saberes e Resistência”, que ocorrerá na tarde do mesmo dia, com participação de representantes de movimentos sociais, universidades e comunidades tradicionais.
Cultura, Sustentabilidade e Protagonismo Comunitário
A feira tem como objetivo fortalecer as redes de economia solidária e valorizar o papel das quebradeiras de coco babaçu, mulheres que desempenham um papel fundamental na sustentação econômica e cultural de suas comunidades. Além de rodas de conversa e apresentações culturais, o evento também contará com uma Caminhada Ecológica pela Rota do Babaçu, prevista para o dia 7 de dezembro, às 7h, com acompanhamento de fanfarras locais.
Ainda no último dia, haverá o seminário “Economia Solidária, Turismo de Base Comunitária e Educação Interterritorial”, além de momentos de lazer como bingo comunitário e atrações musicais que encerrarão o evento com celebração e integração entre os territórios.
Mobilização Regional
A iniciativa é organizada pela comunidade local com apoio de instituições como o CESOL Piemonte da Diamantina, CESE, Projeto Bahia Produtiva, CAR, Secretaria de Agricultura da Bahia e outras organizações que atuam na promoção da economia solidária e no fortalecimento da agricultura familiar.
Com expectativa de receber participantes de diversos municípios do Piemonte Norte do Itapicuru, a feira se consolida como um espaço de encontro entre saberes tradicionais e práticas de resistência, promovendo não apenas o comércio justo e a troca de experiências, mas também o fortalecimento da identidade regional.