Senhor do Bonfim (BA) A vereadora Sarah do Niltão utilizou a tribuna da Câmara Municipal para relatar, nesta sessão, o recebimento de uma denúncia anônima sobre “graves irregularidades” no funcionamento da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Municipal Dom Antônio Monteiro, em Senhor do Bonfim unidade pública municipal sob gestão terceirizada da Fundação Fabamed. A denúncia aponta que a escala da UTI estaria sendo composta “apenas por médicos generalistas, sem treinamento e sem preencher requisitos mínimos de competência para trabalhar em unidade de terapia intensiva”.
Durante o pronunciamento, a vereadora relatou que se dirigiu ao hospital para apresentar ofício solicitando a lista de médicos plantonistas e suas especializações, bem como ter livre acesso à unidade para vistoria. Ao chegar à direção identificada como o senhor Carlos foi recepcionada normalmente, porém, segundo ela, quando entrou na UTI, teria sido impedida de prosseguir: “o senhor Carlos adentrou o local e disse que eu não tinha autorização de estar naquele local e tinha entrado em contato com o setor jurídico”, disse Sarah. Segundo ela, a médica presente foi retirada do local pelo diretor.
Sarah enfatizou que, como vereadora do município, ela possui direito constitucional de livre acesso aos espaços públicos do hospital municipal e questionou se “algo de errado está acontecendo” no hospital, considerando o impedimento como indicativo. Para reforçar sua atuação fiscalizadora, informou que registrou a denúncia junto ao Ministério Público do Estado da Bahia (MP‑BA), anexando o e‑mail recebido.
Em paralelo, cabe destacar que o hospital municipal de Senhor do Bonfim consta no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES) sob o código 2770512, com leitos habilitados de UTI adulta tipo II entre outros.
A instituição também foi objeto de divulgação de investimentos recentes, como a implantação de UTI neonatal, ampliação de leitos e qualificação da equipe pela Fabamed.
Saúde Bahia
Prefeitura Municipal de Senhor do Bonfim
Na sessão, a vereadora solicitou que a presidência da Câmara emita documento formalizando o dever de fiscalização dos vereadores em todas as instâncias públicas do município, segundo ela, “porque a partir do momento que o povo acredita em nós e nos coloca nesta casa, é para a gente cumprir com a nossa obrigação de estar sim fiscalizando todos os espaços.”
A denúncia e o relato de acesso negado abrem um importante foco de atenção sobre a gestão e funcionamento da UTI do hospital municipal de Senhor do Bonfim.
Compete agora às autoridades hospital, gestora Fabamed, Prefeitura Municipal e ao Ministério Público prestar esclarecimentos e transparência sobre a escala médica da unidade intensiva, o acesso de vereadores e o cumprimento dos padrões legais de funcionamento. A Câmara Municipal foi provocada a emitir termo formal de fiscalização e os próximos passos devem incluir resposta institucional à vereadora e à sociedade.