O mês de outubro é marcado pela campanha Outubro Rosa, voltada à conscientização sobre o câncer de mama. Mas para a professora Crismilla Santos, a luta vai além de um mês: ela se tornou um símbolo de renascimento, coragem e inspiração.
Aos 31 anos, no auge da vida pessoal e profissional, Crismilla ou Milla, como é carinhosamente chamada recebeu o diagnóstico de câncer de mama. A notícia chegou como um baque. “Por alguns segundos, o tempo parou. Senti medo do desconhecido e da possibilidade de perder tudo que amo”, conta.
Apoio, fé e luta diária
Formada em Educação Física, Ciências Biológicas e mestra em Psicologia, Milla leciona nos cursos de Educação Física, Odontologia, Fisioterapia, Nutrição e Enfermagem da Faculdade Ages, instituição do ecossistema Ânima.
No momento do diagnóstico, vivia uma fase de expansão na carreira, o que tornava a luta ainda mais desafiadora.
“Meu primeiro pensamento foi: ‘Por que comigo?’. Mas logo pensei na minha família e nos meus alunos. Sabia que precisava lutar.” E lutou.
Durante o tratamento, encarou cansaço extremo, mudanças físicas e dores emocionais, mas manteve firme a fé de voltar à sala de aula, seu grande amor. “Os alunos me deram motivo para lutar. Queria voltar a ensinar, ver aqueles rostos e continuar fazendo o que amo.”
Transformando dor em inspiração
A trajetória de Milla é marcada pelo acolhimento. Família, amigos e colegas de trabalho foram fundamentais para sustentá-la nos momentos mais difíceis. “Recebi abraços, orações e mensagens que me sustentaram. Descobri que não estava sozinha.”
Curada, ela olha para trás com gratidão e uma nova visão sobre a vida. “Aprendi que o tempo é precioso e que cada encontro importa. Ensino com mais empatia e sensibilidade. Quero que meus alunos saibam que são mais do que notas são pessoas com sonhos e desafios.”
Para ela, o Outubro Rosa simboliza um novo ciclo. “É luta, é fé e é um lembrete de autocuidado. Hoje, mais do que nunca, sei que juntas somos mais fortes.”
Amor também cura
Milla reforça a importância do apoio emocional, especialmente do(a) parceiro(a), durante o tratamento. “São tantas fragilidades… Ter alguém ao lado faz toda diferença. O amor também cura.”
Sua mensagem para outras mulheres é de acolhimento e força:
“Você não é só o diagnóstico. Você é força, luz e história. Permita-se chorar, mas também permita-se acreditar. Há vida e muita mesmo durante o câncer.”
Ressignificar para viver melhor
A palavra que define sua jornada é ressignificação. “Aprendi a ver a vida com outros olhos: com mais amor, mais coragem e mais gratidão.”
Hoje, Milla Santos continua sua missão como professora, mas com um novo propósito: ensinar e inspirar com o coração ainda mais cheio de vida.