Circula nas redes sociais uma alegação de que, na Bahia, mesários estariam votando no lugar de eleitores que não compareceram às urnas após as 17h. A informação, no entanto, é falsa, conforme esclarecimento oficial da Justiça Eleitoral .
De acordo com o órgão, o processo eleitoral brasileiro segue protocolos rigorosos de segurança, transparência e fiscalização. Mesários são cidadãos convocados e treinados conforme o Código Eleitoral, atuando sob supervisão e na presença de fiscais de partidos políticos e representantes da sociedade civil.
Entenda o que acontece após as 17h
Um dos pontos que gera confusão é o horário de encerramento da votação. Embora oficialmente as urnas sejam fechadas às 17h, eleitores que já estiverem na fila até esse horário têm o direito garantido de votar. Por isso, é comum que registros de votos ocorram após esse horário, sem qualquer irregularidade.
Identificação do eleitor é obrigatória
Para votar, o eleitor precisa apresentar documento oficial com foto ou utilizar o aplicativo e-Título. Em seguida, é feita a identificação biométrica. Apenas após essa confirmação, o mesário habilita a urna para votação.
Nos casos em que a biometria não é reconhecida, a identificação pode ser feita por meio da conferência de dados, como o ano de nascimento, sempre com a presença obrigatória do eleitor. Todo o procedimento é registrado no sistema, permitindo auditorias posteriores.
Urnas são auditáveis e seguras
Antes do início da votação, é emitido o relatório conhecido como “zerésima”, que comprova que não há votos registrados. Ao final, o Boletim de Urna (BU) apresenta todos os votos daquela seção, garantindo transparência e possibilidade de conferência por candidatos, partidos e cidadãos.
Além disso, as urnas eletrônicas passam por testes públicos de segurança e auditorias constantes, reforçando a confiabilidade do sistema eleitoral.
Combate à desinformação
A Justiça Eleitoral reforça que não há qualquer possibilidade de mesários votarem no lugar de eleitores. A disseminação de informações falsas compromete a confiança no processo democrático e deve ser combatida com informação de qualidade.
Antes de compartilhar conteúdos sobre eleições, é fundamental verificar a veracidade das informações em fontes oficiais.