Uma ação policial que visava combater crimes como tráfico de drogas, roubos e homicídios em Ponto Novo terminou gerando reações inesperadas.
Durante a Operação Asa Branca, realizada no dia 8 de janeiro de 2026, a Polícia Militar da Bahia apreendeu 12 motocicletas com irregularidades, como ausência de CNH, documentação vencida e licenciamento atrasado, conforme previsto no Artigo 232 do Código de Trânsito Brasileiro.
A ação foi considerada dentro da legalidade, segundo a legislação de trânsito, que determina multa, pontos na carteira e retenção do veículo até a regularização. No entanto, a operação desagradou o ex-prefeito de Ponto Novo, Thiago Gilleno (PSD), que gravou um vídeo demonstrando descontentamento com a atuação da PM.
No vídeo, Gilleno sugere que esperava mais “parceria” da Polícia Militar, insinuando que o apoio logístico da prefeitura, como viaturas, alimentação e alojamento, deveria gerar uma contrapartida política.
A fala foi direcionada à atual prefeita Fabiane Maia, a quem ele cobra um posicionamento diante da operação.
A repercussão foi imediata nos grupos de mensagens da região.
Especialistas ouvidos pela reportagem afirmam que segurança pública não pode estar sujeita a barganhas políticas.
A Polícia Militar atua com base na lei e em estratégias de combate à criminalidade, e não deve ser pressionada ou utilizada como ferramenta eleitoral.
Diante disso, surgem questionamentos legítimos da população de Ponto Novo:
- Os vereadores que apoiam sua pré-candidatura estão cientes e concordam com esse tipo de postura?
- Se tivesse controle sobre um departamento de trânsito, a lei seria aplicada de forma justa ou seletiva?
A sociedade civil de Ponto Novo e de todo o Piemonte Norte do Itapicuru espera que a legalidade e o respeito às instituições prevaleçam sobre qualquer interesse pessoal ou político.
Quem cumpre a lei não teme fiscalização. Quem busca privilégios, teme a justiça.
