A Bahia caminha para completar duas décadas de administrações consecutivas do Partido dos Trabalhadores (PT) no governo estadual. Durante esse período, diversos indicadores sociais revelam cenários críticos, especialmente nas áreas de segurança, desemprego e pobreza, afetando diretamente regiões como o Piemonte Norte do Itapicuru, que engloba municípios como Senhor do Bonfim, Campo Formoso e Jaguarari.
Segundo o Atlas da Violência 2025, divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), o estado registrou 6.616 homicídios em 2023, mantendo-se, pelo nono ano consecutivo, como líder nacional em número absoluto de mortes violentas.
Na economia, os dados do IBGE mostram que, em 2024, a Bahia teve a maior taxa média de desocupação do país, com 10,8%. Apesar da queda para 9,1% no segundo trimestre de 2025, o índice continua entre os mais altos do Brasil realidade sentida de forma mais intensa em cidades do interior, onde oportunidades de emprego são escassas.
Outro fator alarmante é o avanço da pobreza. Estimativas de 2023 indicam que cerca de 46% da população baiana vive abaixo da linha da pobreza, sendo mais de 1,3 milhão em extrema pobreza. Em áreas rurais e municípios de menor porte do Piemonte, os efeitos são visíveis no dia a dia das famílias.
Diante desses dados, a oposição intensificou as críticas às gestões petistas. Em recente discurso, o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil), afirmou que “os dados desmentem a propaganda de combate à desigualdade” feita pelo partido. “São quase 20 anos com os piores índices em áreas fundamentais para a população”, declarou.
Especialistas, por outro lado, reconhecem que os problemas da Bahia são também reflexo de desigualdades históricas do Nordeste em relação a outras regiões do Brasil. Ainda assim, os indicadores reforçam a urgência de reavaliar estratégias e resultados das políticas públicas.
Com a proximidade das eleições de 2026, os dados devem ganhar protagonismo nos debates estaduais e municipais, especialmente nas regiões mais afetadas, como o Piemonte Norte do Itapicuru. O desafio será transformar os números em políticas eficazes que tragam melhorias concretas para a população.