A possível descontinuação de trechos da Ferrovia Centro Atlântica (FCA) coloca em risco a logística e a economia de cidades estratégicas da Bahia, incluindo Senhor do Bonfim.
O impacto dessa medida pode ser devastador para a indústria local e o transporte de mercadorias, afetando diretamente empregos e investimentos na região.
Risco para Senhor do Bonfim e Petrolina
Entre os trechos ameaçados de paralisação está a linha que conecta Senhor do Bonfim a Petrolina.
Este eixo ferroviário é fundamental para o escoamento de produtos, como os do setor de mineração, um dos pilares da economia local.
A descontinuação desse trecho poderia comprometer a competitividade da Bahia no cenário nacional, com reflexos diretos na economia de Senhor do Bonfim.
Impactos econômicos
Carlos Henrique Passos, presidente da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB), destacou a gravidade da situação. Para ele,
“a perda desse trecho ferroviário afetaria não só o setor industrial, mas também a agricultura e o comércio local, que dependem do transporte eficiente de mercadorias.”
Soluções para evitar o colapso
A FIEB defende a manutenção da operação do trecho baiano até que o governo apresente um novo modelo de gestão. Além disso, é necessária a modernização da ferrovia, especialmente entre Corinto (MG) e Campo Formoso (BA), para garantir que as cargas continuem a chegar aos portos e centros industriais do estado.
Futuro incerto para Bonfim e a Bahia
Caso as paralisações sejam confirmadas, Senhor do Bonfim corre o risco de ficar isolada logisticamente, com graves consequências para a economia local. A renovação da concessão da FCA, atualmente em debate, será decisiva para determinar o futuro da infraestrutura ferroviária da região e a continuidade do desenvolvimento econômico.