Entre 2023 e 2026, as bases oficiais consolidadas pelo Portal registram R$ 42.827.419 em emendas empenhadas relacionadas aos nove municípios do Piemonte Norte do Itapicuru. Desse total, R$ 33.565.233 aparecem como liquidados e R$ 17.890.613 como pagos na atualização usada nesta reportagem.
O número mais importante não é o valor anunciado em discurso ou postagem. Para comparar Estado e União com o mesmo critério, a série observa principalmente empenho, liquidação e pagamento. Cada etapa mostra um grau diferente de avanço da despesa pública.
Como os recursos se distribuem entre os municípios
A comparação abaixo usa o valor empenhado, isto é, a parcela do orçamento já comprometida com uma despesa. O gráfico reúne as duas esferas e permite visualizar quais municípios aparecem com maior volume no recorte de 2023 a 2026.
Emendas empenhadas por município
Valores estaduais e federais consolidados pelo município beneficiário.
2023 a 2026
Fonte: SEFAZ-BA/FIPLAN e Portal da Transparência/CGU
Estado e União aparecem em ritmos diferentes
Na esfera estadual, o levantamento identifica R$ 30.479.310 empenhados. Na esfera federal, o valor é de R$ 12.348.109. A diferença entre as duas bases não deve ser lida como ranking de eficiência: cada orçamento tem regras, calendários e formas próprias de execução.
Evolução anual das emendas empenhadas
A leitura anual ajuda a separar concentração de recursos de um único exercício de uma presença continuada ao longo do mandato.
2023
2024
2025
2026
Fonte: SEFAZ-BA/FIPLAN e Portal da Transparência/CGU
Empenhado não significa dinheiro já entregue
O empenho reserva recurso para uma obrigação. A liquidação ocorre quando a administração reconhece que a condição para pagar foi cumprida. O pagamento é o desembolso. Uma emenda pode, portanto, aparecer no orçamento e ainda não ter virado obra concluída, equipamento entregue ou serviço prestado.
Também há valores que atravessam exercícios por meio de restos a pagar. Por isso, a fotografia desta reportagem pode mudar quando as fontes oficiais forem atualizadas. O Portal vai manter a série vinculada às bases de origem para que correções e novos pagamentos possam ser acompanhados.
O voto entra na comparação, mas não vira uma conta automática
Nos capítulos municipais, a votação oficial de 2022 será colocada ao lado das emendas de autoria identificada. Isso não significa que votos criem obrigação proporcional de destinar recursos. Deputados exercem mandato estadual ou federal e podem atuar de outras formas além das emendas.
Candidatos que receberam votos, mas não exerceram mandato, continuam aparecendo apenas na fotografia eleitoral. Eles não serão tratados como parlamentares com zero reais destinados. A coluna financeira só atribui autoria quando existe registro oficial capaz de sustentar essa associação.
O que a série pretende responder
A pergunta central é simples: depois da eleição, quais recursos de autoria parlamentar aparecem oficialmente ligados aos municípios e quanto deles chegou às etapas seguintes da execução? A resposta não encerra a avaliação de um mandato, mas cria uma base objetiva para o leitor cobrar, comparar e acompanhar.
A partir daqui, cada município terá uma matéria própria com os candidatos mais votados para deputado estadual e federal, o conjunto de votos registrado pelo TSE e os valores de emendas encontrados no período. Os capítulos ficam interligados para facilitar a navegação pela série.