A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro rejeitou publicamente a possibilidade de ser candidata a vice-presidente na chapa de Romeu Zema nas Eleições Gerais de 2026.

A manifestação ocorreu no sábado, 18 de julho, por meio de uma publicação temporária no Instagram, depois de Zema mencionar Michelle como uma das alternativas avaliadas para a composição de sua candidatura à Presidência da República.

“Essa proposta não pode sequer ser cogitada. Não há possibilidade nenhuma de isso acontecer”, declarou Michelle ao comentar a informação.

Segundo a ex-primeira-dama, ela ainda não definiu se disputará algum cargo nas eleições de outubro. Michelle também ressaltou que continua filiada ao Partido Liberal e argumentou que a legenda não poderia participar de duas chapas presidenciais diferentes para os mesmos cargos majoritários.

A declaração reduz, ao menos publicamente, as possibilidades de uma aliança entre Michelle e Zema na disputa presidencial.

Zema citou Michelle como possibilidade

Romeu Zema havia sido questionado sobre os nomes considerados para ocupar a vaga de vice em sua chapa.

Ao responder, o ex-governador afirmou que Michelle seria uma possibilidade entre outras e disse que procurava uma pessoa com histórico político sem condenações para integrar a composição.

A fala ocorreu durante um evento partidário do Novo em São Paulo, no momento em que a legenda discute alianças e nomes para completar a chapa presidencial.

Zema deixou o Governo de Minas Gerais em 2026 e passou a se apresentar como pré-candidato do Novo à Presidência da República.

A escolha do vice deverá ser formalizada durante o período das convenções partidárias, que começa em 20 de julho e termina em 5 de agosto.

Michelle ainda não confirma candidatura ao Senado

Michelle Bolsonaro tem sido apresentada por integrantes do PL como possível candidata ao Senado pelo Distrito Federal.

Apesar das articulações partidárias, ela afirmou que ainda não tomou uma decisão definitiva sobre a participação no pleito.

“Primeiro, eu não defini se serei candidata nem ao Senado”, escreveu a ex-primeira-dama ao rejeitar a composição com Zema.

Michelle também informou que, neste momento, prioriza os cuidados com o marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

A ex-primeira-dama deixou recentemente a presidência nacional do PL Mulher, função que ocupava desde 2023, mas permaneceu filiada ao partido.

A eventual candidatura ao Senado dependerá da decisão pessoal de Michelle, das definições internas do PL e da aprovação do nome durante a convenção partidária.

Novo mantém negociações para a vaga de vice

Mesmo após citar Michelle Bolsonaro, dirigentes do Novo indicaram que o partido continua discutindo outras possibilidades para completar a chapa de Romeu Zema.

Uma das negociações envolve uma possível composição com o Podemos, presidido nacionalmente pela deputada federal Renata Abreu.

O presidente do Novo, Eduardo Ribeiro, declarou que mantém boa relação com a dirigente e reconheceu a possibilidade de uma aliança entre as duas legendas.

Até a formalização nas convenções, as conversas permanecem no campo das articulações políticas e não representam candidaturas definitivamente registradas pela Justiça Eleitoral.

Convenções definirão as chapas presidenciais

Os partidos e as federações começam nesta segunda-feira, 20 de julho, a realizar as convenções destinadas à escolha oficial dos candidatos das Eleições 2026.

O período seguirá até 5 de agosto. Somente depois das convenções as legendas poderão apresentar os pedidos de registro das candidaturas à Justiça Eleitoral.

Além do nome do candidato à Presidência, cada partido ou coligação precisará definir quem ocupará a vaga de vice e quais alianças serão formalizadas para a disputa.

Até lá, declarações públicas, convites e negociações representam movimentos de pré-campanha e podem ser alterados conforme as decisões internas das legendas.

Repercussão política

A negativa de Michelle ocorre em um momento de reorganização das forças políticas de direita para a disputa presidencial.

O nome da ex-primeira-dama mantém influência entre setores ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro, enquanto Romeu Zema procura ampliar alianças além do Novo para fortalecer sua candidatura.

A manifestação também evidencia que Michelle pretende manter suas decisões eleitorais vinculadas ao PL, mesmo sem confirmar se concorrerá ao Senado.