O caso Banco Master deixou de ser apenas uma investigação financeira e passou a envolver discussões sobre competência de relatores, direção da Polícia Federal, acesso a documentos e atuação de ministros do Supremo. A quantidade de peças públicas torna fácil misturar fatos de naturezas diferentes.
Por isso, o Portal organiza abaixo dez perguntas usando a própria cobertura como mapa documental.
1. O que deu origem à fase atual da crise?
As investigações sobre o Banco Master produziram documentos, apreensões e análises que passaram a alcançar autoridades e a provocar disputas institucionais. O Portal reuniu a sequência em uma cronologia das decisões de André Mendonça e da reação do STF.
2. Todo relatório citado no caso tem o mesmo valor?
Não. O Portal mostrou que materiais de polícia judiciária e produtos de inteligência possuem naturezas diferentes. A distinção está detalhada em Relatórios sobre Moraes e Mendonça têm naturezas diferentes.
3. Um documento citado em investigação já prova crime?
Não necessariamente. Documento, indício, informação de inteligência, prova pericial e decisão judicial são categorias diferentes. A existência de um nome em material investigativo não equivale automaticamente a responsabilização.
4. Por que houve discussão sobre sigilo?
Parte da disputa passou pelo acesso aos autos e pela abertura de documentos. O Portal explicou esse conflito em Sigilo ou seletividade? A disputa pelos documentos do Banco Master.
5. André Mendonça poderia determinar diligências envolvendo outro ministro?
Essa é uma das controvérsias jurídicas centrais. A análise envolve a LOMAN, posições da PGR e precedentes do STF. O tema está aprofundado em André Mendonça podia investigar Moraes?.
6. Por que a direção da PF entrou no conflito?
Decisões diferentes sobre dirigentes da Polícia Federal produziram choque institucional. O Portal reconstruiu o episódio em Mendonça, Dino e Fachin: como a direção da PF virou centro de uma disputa.
7. O que Fachin decidiu sobre o Inquérito 4.781?
O Portal noticiou a retirada de Alexandre de Moraes da condução do inquérito e a preservação de atos anteriores. A reportagem está em Fachin retira Moraes da condução do Inquérito 4.781.
8. Onde o BRB entra na história?
O impacto financeiro ultrapassou a dimensão judicial. Em setembro, o Portal mostrou que Luiz Fux deu prazo para União, Banco Central e FGC se manifestarem sobre pedido ligado a uma operação de até R$ 6,6 bilhões para o BRB. Veja a matéria econômica do caso.
9. O que ainda precisa ser tratado como acusação?
Toda imputação sem decisão definitiva deve ser apresentada com atribuição clara: quem afirmou, em qual documento, em qual estágio da investigação e qual foi a resposta da pessoa citada. O Portal não converterá hipótese investigativa em fato consumado.
10. Como acompanhar daqui para frente?
O leitor deve observar decisões formais do STF, manifestações da PGR, atos da PF, informações do Banco Central e documentos públicos do processo. Novos vazamentos podem ter relevância jornalística, mas precisam ser autenticados e contextualizados antes de alterar a compreensão do caso.
Este guia funciona como página de entrada para a série e será atualizado conforme surgirem atos públicos verificáveis.